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"Alta Estação" termina, mas saldo é positivo
Encerrou-se alguns anos antes do previsto a novela teen da Record, Alta Estação. Embora tenha registrado baixa audiência e enfrentado diversas críticas, a experiência acabou deixando um saldo positivo para a dramaturgia da emissora.
Um dos pontos positivos foi a revelação de uma nova autora. Margareth Boury demonstrou condições de tocar uma trama com competência. Seu texto é bastante ágil e com diálogos inteligentes. Além disso, possui um humor rápido, provavelmente herança de Carlos Lombardi, de quem foi colaboradora na Globo. Margareth poderia agora oferecer à Record uma trama cômica.
A narrativa de Alta Estação enfrentou problemas. A falta de conflitos folhetinescos pode ser um dos fatores do naufrágio da trama, mas também pode ser considerada uma experimentação de novas possibilidades teledramatúrgicas. A falta de vilões terrivelmente maus ou mocinhos que fossem poços de ética e responsabilidade foi uma ousadia bastante interessante. O drama acabou mais próximo da realidade do universo jovem (excetuando-se a fase “bandidagem”, gerada pela troca de horário da novela).
Alta Estação também revelou novos talentos. A começar pelo “casal ternura” da obra, o boa-praça Caio e a neurótica Renata. Guilherme Boury e Andréa Horta acertaram em cheio no tom dos personagens. A improvável paixão entre os dois surgiu quase no fim da trama e foi o ponto alto da história. Outra boa surpresa foi Lana Rodes, a Flávia. A ex-paquita esbanjou talento, carisma e beleza ao interpretar a apaixonada volúvel. A peste Clara, de Larissa Machado, também divertiu. E o elenco veterano não fez feio: Eliete Cigaarini (Bianca), Roberto Pirillo (Olavo), Claudia Alencar (Lalá), João Vitti (Gustavo), Cássia Linhares (Ana) e André Mattos (William) foram ótimos.
Com bons cenários e boa direção de João Camargo, Alta Estação deixa um importante capítulo na história da nova teledramaturgia da Record. Mesmo não tendo alcançado o êxito esperado, a novela valeu como experiência que pode refletir nas futuras novas tramas da emissora. E que a rede não desista da idéia de manter três tramas próprias no ar.
Escrito por André San às 10h48
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"Eterna Magia" deve passar por reformulações
Nem bem estreou e Eterna Magia já vai passar por “cirurgias plásticas”. Como os números registrados pela obra estão aquém do esperado (média de 27 pontos; a Globo quer pelo menos 30), o telespectador deve perceber, em breve, algumas mudanças na estrutura do folhetim.
Segundo Daniel Castro, colunista da Folha de S. Paulo, o diretor geral artístico da Globo, Mário Lucio Vaz, havia pedido a demissão de Ulysses Cruz, diretor geral da novela. Carlos Manga, diretor de núcleo de Eterna Magia, recusou-se a demiti-lo. O elenco da novela também foi contra o afastamento e Cruz comprometeu-se com Manga e Vaz a realizar alterações em sua direção.
Portanto, em breve, Eterna Magia deverá ficar mais iluminada. A interpretação teatral, idéia de Cruz, desaparece.
Recentemente uma mudança parecida aconteceu com Paraíso Tropical. Preocupada com o fraco desempenho da novela, a direção da Globo aboliu o tratamento diferenciado de imagem que caracterizava os primeiros capítulos. Mas a Globo deve tomar cuidado com essas mudanças. Desfigurar uma novela logo no início pode acarretar numa fuga em massa, ao invés de atrair o público.
Escrito por André San às 10h46
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Tom Cavalcante renova com a Record
Há algumas semanas, o blog TELE-VISÃO repercutiu notícias sobre a saída de Tom Cavalcante da Record e a possibilidade de entrada da galera do Pânico. Pois nada disso vai acontecer: esta semana, Tom e Record chegaram a um acordo e o Pânico anunciou que fica na RedeTV.
Segundo comunicado oficial da Record, Tom Cavalcante segue funcionário da emissora por mais dois anos. O Show do Tom continua indo ao ar nas noites de sábado. Além disso, Tom ganha novo programa, aos domingos, com estréia prevista para agosto.
Escrito por André San às 10h45
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Autor de "Duas Caras", Aguinaldo Silva critica Globo
Aguinaldo Silva, autor de Senhora do Destino e outros sucessos, está chateado com a Globo. Em entrevista à repórter Tânia Ribeiro, do site OFuxico, Silva criticou o elenco contratado da emissora que se recusa a fazer novelas.
O autor está com dificuldades em escalar o elenco de Duas Caras, sua próxima novela. O casal principal, que seria vivido por Carolina Dieckman e Eduardo Moscovis, está desfalcado. Carolina saiu devido à gravidez e foi substituída por Mariana Ximenes. Moscovis recusou o papel.
Assim, a trama segue sem mocinho. Aguinaldo Silva sonha com Selton Melo, que não tem contrato fixo com a Globo e já declarou que não quer mais fazer novelas. José Mayer, outro escalado para um dos personagens principais, também disse não. Antonio Fagundes foi convidado, mas ainda não confirmou.
Na entrevista, o autor diz não entender porque a Globo mantém atores contratados, como Rodrigo Santoro, para não aproveitá-los.
Silva declarou ainda que “se não me resolverem essa questão até o final dessa semana, a novela não terá autor”. A entrevista data de 31/05, às 11h20. Até o encerramento desta série de atualizações, o fim do impasse não havia sido divulgado.
Escrito por André San às 10h43
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Globo deve ter "nova" programação de verão em 2008
Depois de seis anos ininterruptos exibindo minisséries e “Big Brothers” nos três primeiros meses do ano, a Globo, parece, deve adotar um novo cardápio em 2008.
Nassau era o título da próxima minissérie da emissora, mas foi cancelada devido ao seu alto custo (cada capítulo custaria R$1,3 milhão). Assim, a emissora estuda novas possibilidades para a grade de início de ano.
Maria Adelaide Amaral, autora de Nassau, ofereceu uma outra minissérie, Aos Meus Amigos, inspirada em seu livro publicado em 92. A trama, de 16 capítulos, deve emplacar na nova grade.
Outra possibilidade são as séries 24 Horas e Lost passarem a ser exibidas mais cedo, depois do BBB. Normalmente, elas entram na faixa do Programa do Jô. Outros especiais e filmes também devem entrar na programação.
Pelo menos o verão de 2008 será diferente. Começar o ano com novidades é sempre bom!
Escrito por André San às 10h41
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Rodapé: "Pânico" e Silvio Santos
Terminou com final feliz mais uma novela de marketing do Pânico na TV. Silvio Santos autorizou Wellington Muniz, o Ceará, a imitá-lo. O preço da renovação são doações semanais ao Retiro dos Artistas.
E o capítulo de despedida foi sensacional: a reboladinha de Silvio tentando dançar a “dança do siri” entra para os anais da televisão brasileira!
E um agradecimento especial ao novo recorde em número de acessos ao TELE-VISÃO. O crescimento registrado esta semana foi surpreendente. Valeu!
Interaja: andre-san@bol.com.br !
Até o próximo sábado! E bom feriadão!
Escrito por André San às 10h39
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